Justiça permite candidatura de Musharraf à Presidência

Supremo nega pedido de advogados, que contestam permanência de presidente na chefia das Forças Armadas

Reuters e Efe,

28 de setembro de 2007 | 10h20

A Suprema Corte do Paquistão aceitou nesta sexta-feira, 28, a candidatura do general Pervez Musharraf para um novo mandato de presidente do país, abrindo caminho para que ele dispute o pleito. "As petições foram consideradas improcedentes", declarou o magistrado Rana Bhagwandas, que presidia a sessão que julgada as contestações jurídicas à candidatura. Das galerias, advogados protestaram contra a decisão aos gritos de "vergonha". Por 6 votos a 3, a Suprema Corte decidiu que o líder militar paquistanês pode concorrer à presidente nas eleições indiretas de 6 de outubro, removendo o principal obstáculo à candidatura. Bhagwandas disse que o tribunal explicará sua decisão mais tarde. O ministro de Informação, Mohammed Ali Durrani, pediu que a decisão seja respeitada. Os opositores contestavam a candidatura de Musharraf porque a Constituição paquistanesa veta a participação de militares da ativa em eleições para cargos civis. Musharraf acumula atualmente a Presidência do país e o comando do Exército. Nos últimos dias, Musharraf prometeu que deixaria o comando das forças armadas caso fosse eleito presidente. Advogados do governo alegaram que Musharraf, que assumiu o poder por meio de um golpe palaciano em 1999, estava qualificado a participar porque o país passa por um "momento de transição". Os advogados responsáveis pela petição anunciaram à imprensa que no sábado realizarão vários protestos em um "sábado negro" contra a decisão do Supremo, que um deles qualificou como "vergonhosa" diante das câmeras de televisão.

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