Peruvian Police/Handout via Reuters
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Justiça peruana aprova pedir aos EUA extradição de ex-presidente acusado em caso Odebrecht

Pedido será enviado ao Conselho de Ministros, que deverá avaliá-lo formalmente, antes de repassá-lo para autoridades americanas, em um processo que poderia demorar até quatro semanas; ele é acusado de receber US$ 20 milhões em propina da construtora brasileira

O Estado de S.Paulo

13 Março 2018 | 11h51
Atualizado 13 Março 2018 | 12h22

LIMA - A Corte Suprema do Peru aprovou nesta terça-feira, 13, o pedido aos Estados Unidos para a extradição do ex-presidente Alejandro Toledo (2001-2006), acusado de receber US$ 20 milhões em suborno da construtora brasileira Odebrecht, informou uma fonte judicial.

Justiça peruana julga em 13 de março pedido para extraditar Alejandro Toledo

Agora, o pedido será enviado ao Conselho de Ministros, que deverá avaliá-lo formalmente, antes de repassá-lo para as autoridades americanas, em um processo que poderia demorar até quatro semanas. Somente depois deste procedimento, o pedido para repatriar Toledo deve chegar ao Departamento de Justiça americano.

"Sim (o pedido) já foi aprovado pela Corte Suprema. A resolução deve sair (para difusão) até o meio-dia (14 horas, em Brasília)", disse à France-Presse um funcionário do poder judicial que pediu para não ser identificado.

A solicitação, datada de 19 de fevereiro pelo juiz Richard Concepción Carhuancho, foi aprovada unanimemente pelos cinco juízes da Sala Penal do máximo tribunal peruano, completou a fonte.

Toledo, de 71 anos, é acusado de "tráfico de influência, conluio e lavagem de dinheiro" pelo suposto recebimento de US$ 20 milhões da Odebrecht em troca de a construtora vencer a licitação para a construção de uma estrada na Amazônia para ligar o Peru e o Brasil.

A decisão abre um novo capítulo na saga do escândalo que também atingiu outros três outros ocupantes da presidência presidencial peruana, incluindo o atual presidente Pedro Pablo Kuczynski, que foi primeiro-ministro e ministro da Economia de Toledo. / AFP

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