Justiça peruana emite novo mandado de prisão para Fujimori

O ex-presidente do Peru, Alberto Fujimori, exilado no Chile, teve um novo mandato de prisão expedido em seu nome pela Justiça do país, informou nesta quarta-feira o site da rede britânica BBC. O ex-líder peruano é acusado de ter ordenado a matança de 20 membros de um grupo rebelde maoísta, o Sendero Luminoso, durante um rebelião presidiária em 1992. Fujimori já é procurado no Peru por acusações de corrupção e abusos de direitos humanos. Um juiz chileno, segundo a BBC, havia dito no começo de novembro que um pedido de extradição do ex-presidente estava encerrado e a decisão poderia sair antes do final do ano. De acordo com a rede britânica, "este último pedido pela detenção do ex-presidente peruano foi emitido para a Interpol por medo de que Fujimori tente sair do Chile e ir para um país que possa lhe dar proteção". Mortes No dia 6 de maio de 1992, o governo de Fujimori ordenou a transferência de 100 presas de Miguel Castro para o presídio de mulheres Santa Mônica, o que causou um motim entre os senderistas. Três dias depois, 650 membros das forças especiais da polícia e do Exército invadiram o pavilhão dos senderistas com granadas, explosivos e fuzis, causando 42 mortes. As investigações mostraram que 20 pessoas foram executadas com tiros na cabeça e no coração. O único sobrevivente foi Osmán Morote, um dos membros da cúpula do Sendero. De acordo com informações da BBC, "provas mostram que a maioria das vítimas morreu com tiro na cabeça", o que pode significar execução. A BBC explica que as novas acusações vêm logo após o ex-líder do Peru ter negado saber das existência do esquadrão da morte conhecido como La Colina, ao qual era acusado de dar ordens em pelo menos dois massacres.

Agencia Estado,

22 Novembro 2006 | 16h06

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