Karel Navarro/AFP
Karel Navarro/AFP

Justiça peruana julga em 13 de março pedido para extraditar Alejandro Toledo

Ex-presidente tem contra si um pedido de prisão por corrupção e está nos Estados Unidos

O Estado de S.Paulo

05 Março 2018 | 18h23

A Suprema Corte de Justiça do Peru decidirá a extradição dos Estados Unidos do ex-presidente Alejandro Toledo, denunciado por suposto tráfico de influência, lavagem de dinheiro e conluio, na terça-feira, dia 13 de março, anunciou nesta segunda-feira o juiz César San Martín durante uma audiência pública.

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O magistrado ouviu hoje a acusação da promotoria e a resposta do advogado de Toledo, Roberto Su, à solicitação de extradição por supostamente ter recebido propina avaliada em US$ 20 milhões da Odebrecht.

A resolução da Suprema Corte será publicada no site do Poder Judiciário, detalhou San Martín.

Caso o Supremo aprove a solicitação colocada pelo juiz Richard Concepción Carhuancho, o governo peruano deve enviar o pedido de extradição ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos para conseguir a repatriação de Toledo e colocá-lo à disposição dos tribunais.

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A defesa de Toledo disse que a extradição do ex-mandatário não procede porque o crime de conluio prescreveu e considerou que a promotoria está "inventando acusações" contra o ex-governante.

Toledo, que vive nos Estados Unidos, tem uma ordem de detenção por 18 meses, ditada em fevereiro do ano passado, por causa da denúncia de que teria supostamente recebido propina de US$ 20 milhões da construtora Odebrecht.

No entanto, a ordem de detenção permanece travada nos tribunais e procuradorias a cargo da Lava Jato devido aos procedimentos que devem ser concluídos antes que o expediente de extradição seja apresentado à Justiça dos Estados Unidos.

O ex-presidente foi investigado nos últimos anos pela aquisição de casas e escritórios em Lima por quase US$ 5 milhões com recursos da empresa Ecoteva, criada por seu amigo Josef Maiman e sua sogra Eva Fernenbug na Costa Rica.

Maiman confirmou à promotoria peruana que emprestou suas contas a Toledo e que os recursos eram derivados da Ecoteva. / EFE

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