Justiça proíbe saída de De la Rúa da Argentina

O ex-presidente argentino Fernando De la Rúa foi proibido hoje pela Justiça de deixar o país sob suspeita de que tenha ordenado, em abril de 2001, o pagamento de US$ 5 milhões a um grupo de senadores para conseguir a aprovação da reforma trabalhista, uma exigência do FMI. Também estão proibidos de deixar a Argentina doze ex-senadores (um dos quais atualmente é governador de uma província) - supostamente subornados - e sete integrantes do governo De la Rúa, que teriam participado do pagamento dos subornos. Esta é a maior proibição em massa da saída do país de funcionários civis de um governo desde a volta da democracia, em 1983. O caso dos subornos veio à tona pouco depois da aprovação da lei, no primeiro semestre do ano 2000, mas o governo De la Rúa (1999-2001) conseguiu engavetar o escândalo. Na sexta-feira passada, o escândalo ressurgiu graças às declarações de um "arrependido", o ex-pró-secretário do Senado, Mario Pontaquarto, que confessou à uma revista - e posteriormente à Justiça - que De la Rúa havia lhe ordenado que fosse o "mensageiro" que entregaria o suborno.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.