Justiça rejeita arquivar ação contra Strauss-Kahn

O ex-diretor-geral do FMI é acusado de estupro por uma camareira e decisão permite que o processo siga adiante nos EUA

NOVA YORK, / AP e REUTERS, O Estado de S.Paulo

02 Maio 2012 | 03h01

A Justiça de Nova York rejeitou ontem o pedido de arquivamento do processo movido contra o ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn por uma camareira que o acusa de estupro. A defesa tentou encerrar a ação alegando que o réu tinha imunidade diplomática na época do suposto crime, mas o argumento foi recusado pelo juiz Douglas McKeon.

Em maio do ano passado, Nafissatou Diallo acusou Strauss-Kahn de forçá-la a praticar sexo no Hotel Sofitel, em Manhattan. A acusação levou o então diretor-geral do FMI a renunciar e acabou com suas esperanças de disputar a presidência da França.

Em agosto, a promotoria de Nova York retirou a queixa contra Strauss-Kahn, alegando não confiar no testemunho da suposta vítima. O processo movido por Nafissatou, no entanto, continua.

"Strauss-Kahn não pode alegar imunidade em um esforço para limpar o próprio nome, tentando negar à sra. Diallo a oportunidade de limpar o dela", afirmou o juiz na decisão que negou o arquivamento da ação.

Após deixar a detenção nos EUA, Strauss-Kahn foi acusado por uma escritora francesa de assédio, mas o processo não prosperou. O ex-diretor-geral do FMI também é investigado por suspeita de envolvimento com uma rede de prostituição no país.

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