Justiça rejeita denúncia de estupro contra Lugo

A promotoria do Paraguai rejeitou ontem abrir uma investigação por estupro contra o presidente paraguaio, Fernando Lugo. Após interrogar Viviana Carillo, mãe de um menino de 2 anos, filho de Lugo, a promotora Nancy Salomón disse que o processo será arquivado. "Viviana declarou que as relações sexuais com Lugo começaram em agosto de 2006. Então, se descarta a tese de estupro", disse Nancy. Em agosto de 2006, Viviana tinha 23 anos. "Nesse tipo de processo, o argumento principal é a declaração da suposta vítima."Na semana passada, a senadora de oposição Lilian Samaniego, do Partido Colorado, havia entrado na Justiça com uma representação contra o presidente depois que Viviana contou a jornais que teria sido seduzida por Lugo quando tinha apenas 16 anos. "Não fiz nenhuma denúncia. Apenas pedi, em nome de todas as paraguaias, uma investigação sobre Lugo porque o código penal pune o adulto que mantém relações com uma menor", disse Lilian. Lugo, ex-bispo da Igreja Católica, reconheceu no início do mês ser pai de Guillermo Armindo, filho de Viviana. Desde então, mais duas mulheres declararam publicamente que ele é pai de seus filhos. Benigna Leguizamón pede na Justiça que o presidente reconheça a paternidade de Lucas Fernando, de 6 anos. Damiana Morán diz que "ainda não se decidiu" se também pedirá o reconhecimento de seu filho Juan Pablo, de 16 meses. Antes de ser interrogada pela Justiça, Viviana disse que não tinha intenção de substituir a irmã de Lugo como primeira-dama. "Estou bem assim", respondeu.

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