Justiça suíça libera Polanski após fiança de US$ 4,5 mi

Com uma fiança de US$ 4,5 milhões, a Justiça suíça autorizou o cineasta Roman Polanski a aguardar sua extradição aos Estados Unidos fora da prisão. Polanski ficará em seu chalé, na sofisticada estação de esqui de Gstaad. Mas será monitorado de forma eletrônica.

JAMIL CHADE, Agencia Estado

25 Novembro 2009 | 16h17

Polanski foi condenado em Los Angeles por ter tido relações sexuais com uma garota de 13 anos em 1977. Mas logo depois fugiu dos Estados Unidos e desde então passou a viver na França. Há dois meses, viajou até a Suíça para receber um prêmio por sua carreira e acabou preso.

No documento pedindo a extradição, a Justiça dos Estados Unidos deixa claro que sua ideia é de aplicar uma pena de dois anos de prisão ao cineasta. Se o pedido for aprovado pelos suíços, Polanski ainda tem direito a apelar da decisão.

A Justiça da Suíça já havia negado vários pedidos dos advogados de Polanski para que ele aguardasse um julgamento em liberdade. O cineasta chegou a propor que colocaria sua casa na França como garantia. Mas Berna julgou que o risco de uma nova fuga era grande.

Agora, o Tribunal Penal da Suíça avaliou que as garantias dadas pelos advogados do cineasta eram suficientes. "O tribunal considerou que a fiança, combinada com outras medidas, tais como o depósito de seus documentos de identidade e sua transferência para uma residência sob controle eletrônico, deve ser suficiente para evitar o risco de fuga", de acordo com a decisão judicial.

Um apartamento de Polanski em Paris também foi deixado como garantia. O Tribunal ainda informou que o cineasta seria colocado sob "constante monitoramente eletrônico" e que um alarme seria instalado em seu chalé para impedir que saia de casa. Em seu pulso, um bracelete eletrônico também foi colocado. Se for retirado, a polícia suíça será imediatamente informada.

A nova decisão, porém, pode ser questionada pelo Ministério Público da Suíça. Por enquanto, Polanski continua preso. A autorização, porém, não significa que a Suíça esteja revendo sua extradição para os Estados Unidos.

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