Justiça suspende união gay em Idaho e causa confusão

Decisão temporária é anunciada um dia após um tribunal federal derecursos legalizar ocasamento em 5 Estados

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2014 | 02h01

A Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu ontem temporariamente a emissão de autorizações para a realização de casamentos entre homossexuais em Idaho, um dia após eles terem sido legalizados por um tribunal federal de recursos. A medida foi anunciada minutos antes de o Estado começar a emitir as autorizações.

Trata-se de uma ordem administrativa que vigorará somente até que a Suprema Corte adote novas medidas. Respondendo a uma solicitação do governador de Idaho, um juiz da Suprema Corte pediu aos defensores do casamento gay que apresentassem uma resposta até hoje.

Ele causou confusão após dizer que seu veredicto valia para Idaho, mas não se aplicava a Nevada, onde casais do mesmo sexo se preparavam para casar em Las Vegas, a autoproclamada "capital mundial do casamento".

"Alegra-me que o tribunal nos tenha dado a oportunidade de defendermos a nossa posição de modo a evitar a confusão que outros Estados enfrentaram", disse em um comunicado o governador de Idaho Butch Otter, republicano. Ele prometeu "continuar trabalhando para proteger a Constituição de Idaho e o mandato dos eleitores de Idaho em defesa do casamento tradicional".

O tribunal de recursos deu sua decisão um dia depois de a Suprema Corte aprovar uma oportunidade de tratar da legalidade das proibições adotadas pelos estados. Em vez disso, o Tribunal de Justiça manteve intactas as decisões de três tribunais federais de recursos que legalizavam a prática. Isso provavelmente elevará o número de Estados que permitem o casamento gay para 30, mais o Distrito de Columbia.

Evan Wolfson, presidente e fundador do movimento Freedom to Marry, que instou a Suprema Corte a legalizar os casamentos entre pessoas do mesmo sexo em todos os EUA, disse esperar que a decisão do tribunal seja uma mera medida protelatória.

Os juízes do tribunal de recursos rejeitaram os argumentos segundo os quais permitir o casamento de pessoas do mesmo sexo ameaça as liberdades religiosas e o bem-estar das crianças, afirmando que se os Estados quisessem garantir que os pais continuassem casados, poderiam anular o direito a um divórcio consensual ou o divórcio pura e simplesmente.

A Suprema Corte sugeriu no ano passado que o casamento gay deveria ser apoiado ao invalidar parte de uma lei federal que negava os benefícios a parceiros do mesmo sexo legalmente casados. A decisão favoreceu dezenas de vitórias para os defensores do casamento gay nos tribunais de instância inferior, aumentando as expectativas de que a Suprema Corte logo daria a decisão final. / BLOOMBERG NEWS

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