Justiça turca libera acesso ao YouTube e a redes sociais

Após terem o acesso interrompido no país na segunda-feira, empresas se comprometeram a eliminar ou bloquear conteúdo determinado pela Justiça

O Estado de S. Paulo

07 de abril de 2015 | 09h58

ISTAMBUL - A Justiça da Turquia determinou, na noite de segunda-feira, 6, que o acesso ao site de vídeo YouTube fosse normalizado depois de quase um dia suspenso em razão de uma proibição da divulgação de imagens de um promotor turco morto na semana passada após ser feito reféns por militantes de extrema esquerda.

Segundo o jornal turco Hürriyet, o YouTube acatou as exigências das autoridades de retirar as imagens do promotor Mehmet Kiraz como já haviam feito o Twitter e o Facebook. Os três sites, além de outros 150 endereços na web, ficaram bloqueados após um juiz determinar que a divulgação de Kiraz feito refém seria "propaganda terrorista" que "alterava a ordem pública".

Alguns vídeos no YouTube sobre o sequestro do promotor, porém, foram apenas bloqueados para usuários com acesso da Turquia, e continuam acessíveis de outras localidades, segundo a agência EFE. O acesso ao buscador Google também foi liberado, apesar de também ter sido citado judicialmente na tarde de segunda-feira. 

As imagens foram feitas e divulgadas no dia 31 de março pelos próprios sequestradores antes da operação policial que matou tanto os dois militantes extrema-esquerda como o refém.

Ainda segundo o Hürriyet, vários funcionários de alto escalão do governo que pediram anonimato explicaram que o Google se comprometeu a "eliminar" o material polêmico de seus resultados de busca. A ação poderia demorar entre sete e oito horas. 

Assim como parte dos vídeos, as fotos do promotor sequestrado seguem disponíveis no popular serviço de buscas na internet . / EFE e AFP

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