AP Photo/Bebeto Matthews
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Justiça venezuelana anula inquérito parlamentar sobre US$11 bilhões desaparecidos na PDVSA

Investigação de comissão da Assembleia Nacional informou neste mês que o ex-presidente da estatal Rafael Ramírez era o responsável pelo esquema envolvendo corrupção e improbidade que desfalcou os cofres da estatal

O Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2016 | 09h49

CARACAS - O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela aprovou na quinta-feira, 27, um mandado de segurança contra um inquérito parlamentar que descobriu que o ex-presidente da petroleira estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) Rafael Ramírez foi responsável por corrupção e improbidade que custaram US$ 11 bilhões à companhia.

Uma comissão parlamentar informou neste mês que fundos desapareceram durante o período de Ramírez no comando da empresa, de 2004 a 2014, citando 11 casos de suposta corrupção incluindo superfaturamento de plataformas de perfuração e um escândalo de lavagem de dinheiro através de um banco de Andorra.

Ramírez, que nega as acusações, pediu um mandado de segurança no TSJ para bloquear a investigação. Líderes da oposição na Assembleia Nacional disseram que podem usar a investigação para mantê-lo politicamente responsável ou tomarem ações legais contra ele. O relatório também acusa de corrupção outros executivos de alto escalão, incluindo o atual presidente da companhia, Eulogio Del Pino.

Um resumo da decisão publicado no site da corte informou que o pedido de liminar foi concedido. Ramírez ainda não se manifestou sobre a decisão.

A PDVSA tem sido centro de diversos escândalos de corrupção nos últimos anos. O caso mais recente envolve um grupo de empresários sediados em Houston que se declararam culpados nos Estados Unidos por administrar um esquema de propinas de US$ 1 bilhão para obter contratos. / REUTERS

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