Justicialistas buscam consenso político sem Cavallo

O presidente Fernando de la Rúa nega, mas fontes do Partido Justicialista e da própria UCR (União Cívica Radical) afirmam que um consenso político para garantir a governabilidade passa por mais um corte, desta vez, da cabeça do ministro de Economia, Domingo Cavallo. O líder da UCR, o radical Raúl Alfonsín, que já não morre de amores por Cavallo, vem há meses numa ofensiva aberta contra o ministro, de comum acordo com a oposição e os sindicatos. Agora, a frente de inimigos de Domingo Cavallo se ampliou com a volta de Carlos Menem, libertado há três semanas da prisão domiciliar preventiva. Menem e outros líderes peronistas querem a renúncia de Cavallo para firmar um acordo em torno do corte de gastos exigido pelo FMI. Carlos Menem disse que "se Cavallo é um obstáculo para o diálogo, o presidente deverá tomar uma decisão". O ex-presidente propõe criar um "conselho de emergência nacional", integrado pelo Poder Executivo e todos os governadores das províncias, para "tomar as medidas que aconselhem a evolução da crise". Mas os governadores das principais províncias não estão dispostos a apertar o cinto. Carlos Ruckauf, de Buenos Aires, José Manuel de la Sota, de Córdoba, e Carlos Reutemann, de Santa Fé, que disputam com Menem o controle do Partido Justicialista e a candidatura presidencial de 2003, exigem que o governo federal paguem os impostos da co-participação que estão retidos e, segundo eles, nunca foram enviados às províncias.

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