Riccardo De Luca/AP
Riccardo De Luca/AP

Kadafi acusa Bin Laden de drogar juventude líbia e organizar protestos

Ditador ameaça população com fim dos benefícios do petróleo e se compara à rainha Elizabeth II

estadão.com.br,

24 de fevereiro de 2011 | 11h41

O ditador líbio, Muamar Kadafi, voltou a se pronunciar sobre a revolta popular que atinge o país. Em telefonema transmitido pela TV estatal, Kadafi acusou a rede Al-Qaeda e o terrorista Osama bin Laden de drogar a juventude líbia e de estar por trás dos protestos no país.

 

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Kadafi se dirigiu aos moradores de  az-Zauiya, a 50 km da capital. Controlada por manifestantes há dois dias, segundo testemunhas, a cidade foi invadida por mercenários pagos pelo ditador. Os confrontos deixaram um número ainda indeterminado de mortos.

 

"Esses jovens vão comprar drogas em Trípoli! Por que vocês se envolveram com a mentalidade de Bin Laden? Isto é claramente influenciado por Bin Laden.", disse Kadafi aos jovens da cidade. O ditador pediu também aos pais dos revoltosos que mantenham-nos em casa. "Você não vê pessoas de família nas ruas. Ninguém com bom senso e mais de 20 anos se envolveria nisso".

 

O ditador ainda ameaçou os líbios com o fim dos benefícios trazidos pela exportação de petróleo. "Vivemos uma vida boa na Líbia e não há do que reclamar. O fluxo de petróleo vai parar e as pessoas não terão como comprar casas, carros, casar, nem pedir dinheiro emprestado.", disse.

 

Por fim, Kadafi voltou a tentar convencer os líbios de que não é ditador e que, na verdade, o povo governa sua " república das massas". Desta vez, ele se comparou com a rainha Elizabeth II, do Reino Unido. "Sou patriota e estou dando conselhos familiares a vocês. Não tenho autoridade para assinar leis, ou algo assim. A rainha Elizabeth da Inglaterra também não tem essa autoridade".

 

 

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