Kadafi acusa Otan de tentar roubar o petróleo líbio e inflama resistência

Na segunda mensagem do dia, ditador líbio volta a pedir continuação da batalha contra 'agentes'

Agência Estado

01 Setembro 2011 | 18h00

TRÍPOLI - O ditador da Líbia, Muamar Kadafi, acusou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nesta quinta-feira, 1º, de "tentar ocupar" seu país e "roubar o petróleo do povo líbio". As declarações do coronel foram veiculadas em um canal de televisão da Síria.

 

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Na mensagem, uma gravação em áudio transmitida durante a noite, de acordo com o horário local, Kadafi pediu que seus seguidores continuem a lutar contra os rebeldes e avisou que sua resistência conduzirá a uma longa batalha. "Lutaremos em todos os lugares. Vamos queimar o chão sob seus pés", disse o coronel.

 

 

"Preparem-se para lutar contra a ocupação. A ocupação não poderá lutar esta guerra por muito tempo", disse o coronel na segunda mensagem transmitida do dia.

 

O tom parecia mais calmo e contrastava com a estridência adotada na outra mensagem de áudio divulgada mais cedo. As duas mensagem de áudio foram divulgadas pela televisão síria Al-Rai.

 

No primeiro recado, também pediu que seus partidários mantivessem a resistência contra a ofensiva dos rebeldes e disse que não fugiria da luta, porque não é "um covarde". "Nós não vamos desistir. Nós não somos mulheres. Vamos continuar lutando", disse o líder líbio.

 

Ele ainda disse que "todas as tribos líbias" estão armadas, e pediu a elas que continuem a "luta dura e violenta e façam emboscadas contra os agentes (os rebeldes)". Kadafi também falou que grupos de Sirte e Bani Walid - duas regiões ainda em suas mãos - "estão armadas e não se renderão".

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