Max Rossi/Reuters
Max Rossi/Reuters

Kadafi afirma que OTAN será derrotada e não mudará nada na Líbia

Líder líbio divulgou mensagem de áudio; ele afirma que ficará no país até a morte

estadão.com.br,

17 de junho de 2011 | 14h09

ARGEL - O líder líbio Muamar Kadafi assegurou nesta sexta-feira, 17, em mensagem de áudio difundida pela televisão estatal que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) "será derrotada" e que a aliança não conseguirá obrigar seu regime a obrigar nada na Líbia.

 

"Não queremos reconciliação nem conversas com eles. Estamos em nosso país e insistiremos em ficar até a morte", afirmou Kadafi.

 

Missão

 

O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu, nesta sexta-feira, prorrogar a missão da comissão internacional de investigação que constatou que as forças do líder Muamar Kadafi cometeram crimes de guerra e graves violações dos direitos humanos na repressão do regime.

 

Os membros do Conselho pedem à comissão que continue seu trabalho mediante visitas ao país norte-africano e que apresente um novo relatório na próxima reunião desse organismo.

 

A resolução "condena de maneira inequívoca a contínua deterioração da situação de direitos humanos na Líbia e o fato de que continuam ocorrendo violações sistemáticas dos direitos humanos, especialmente ataques armados contra civis, execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados, prisões arbitrárias, tortura e violência sexual contra mulheres e crianças".

 

A resolução foi adotada sem votação, depois de vários membros do Conselho intervirem para expor suas posições, entre eles Cuba e Equador, que expressaram rejeição ao texto.

 

O embaixador cubano reiterou a posição de Havana de condenar a intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Líbia. O equatoriano também lamentou que esses bombardeios aliados tenham deixado vítimas civis.

 

Em relação ao Conselho Nacional de Transição - órgão constituído pelos rebeldes na cidade de Benghazi -, a resolução pede à entidade "realizar mais medidas para evitar violações e abusos dos direitos humanos".

 

No relatório elaborado pela comissão de investigação, indicava-se que os rebeldes líbios também tinham cometido abusos durante o conflito, mas se concluía que estes eram muito menos numerosos que os das forças governamentais e que não tinham um caráter sistemático.

Com Reuters

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