Kadafi disposto a perdoar inimigos que mostrarem arrependimento

O líder líbio, Muammar Kadafi, afirmou queestá disposto a perdoar os inimigos de seu regime se mostraremsinais de arrependimento. A Líbia deu início ontem aos festejos do 37º aniversário daderrocada da monarquia e da ascensão de Kadafi e da "revolução dasmassas", ao soar as sirenes dos navios atracados no porto deTrípoli. A celebração prosseguiu na manhã de desta sexta-feira com uma série dedesfiles populares pelas ruas da capital líbia, seguida dainauguração de um novo terminal de extração da camada hídricasaariana, conhecida popularmente como "o grande rio artificial". A Líbia bombeia a camada freática saariana para uso agrícola e desua população, graças a instalações construídas por especialistas etécnicos sul-coreanos. No discurso pronunciado perante representantes dos comitêspopulares e das Forças Armadas, Kadafi destacou a "saúde" darevolução líbia e afirmou que esta fez "imensos sacrifícios paravencer a conspiração, o embargo e todas as dificuldades que surgiramno caminho". "Quando iniciamos a revolução não o fizemos para dominarmospessoalmente o poder, mas para entregá-lo ao povo, e nãopermitiremos que o povo seja privado do mesmo", acrescentou em meioa aplausos dos milhares de presentes. Após assinalar que a revolução líbia "é hoje mais forte quenunca", reiterou que para consolidá-la é necessário que seuscompatriotas trabalhem e mostrem que não há necessidade de "importaroperários estrangeiros". A imprensa líbia elogia Kadafi hoje e assegura que antes de olíder líbio pôr fim à monarquia, há 37 anos, o país estava imerso naignorância, na miséria e nas doenças. A agência oficial de imprensa "Jana" acrescenta que a revoluçãolíbia conseguiu "transformar em áreas verdes, as montanhas e odeserto", construiu estradas, hospitais e centros de trabalho.

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