Kadafi diz ser 'amado' e nega que haja protestos em Trípoli

Em entrevista à BBC, líder líbio diz que população morreria por ele e volta a atacar a Al-Qaeda

BBC Brasil, BBC

28 de fevereiro de 2011 | 15h21

O líder líbio, Muamar Kadafi, afirmou em entrevista à BBC nesta segunda-feira que ele é amado por todo o seu povo e se recusou a admitir que há protestos contra o governo na capital do país, Trípoli.  Kadafi, que está no poder na Líbia desde 1969, disse que seu povo é capaz de morrer para protegê-lo.

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Horas antes, governos de diversos países condenaram a violência do regime contra os manifestantes que têm saído às ruas da Líbia nas últimas duas semanas, e a União Europeia aprovou sanções e um embargo na venda de armas contra o país norte-africano.  No sábado, outras sanções haviam sido impostas pelo Conselho de Segurança da ONU.

Kadafi deu entrevista nesta segunda-feira para o repórter da BBC Jeremy Bowen, em Trípoli. Ele voltou a dizer que os manifestantes de seu país estão armados e sob a influência de drogas fornecidas pela Al-Qaeda.  Ele disse também que deu ordens a seus apoiadores para que não atirem contra os manifestantes.

No entanto, há relatos de centenas de mortos em confrontos no país, em um momento em que o líder líbio está acuado e sem o controle de parte das cidades do leste da Líbia.

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