'Kadafi está com os dia contados', diz Hillary Clinton

Em reunião com liderenças árabes, secretária de Estado afirma que fim do regime líbio é inevitável

Agência Estado

09 de junho de 2011 | 10h15

Atualizado às 16h50

 

Secretária de Estado americana diz que rebeldes devem receber ajuda

 

ABU DHABI - A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse nesta quinta-feira, 9, em uma conferência internacional, que os dias de Muamar Kadafi no comando da Líbia estão "contados". Segundo ela, o fim do regime de Kadafi é inevitável. Lideranças ocidentais e árabes se reuniram em Abu Dhabi para tratar do caso da Líbia, onde prometeram enviar mais de US$ 1 bilhão em ajuda aos rebeldes.

 

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"Os dias de Kadafi estão contados. Nós estamos trabalhando com nossos parceiros internacionais por meio do plano da ONU (Organização das Nações Unidas) para o inevitável: uma Líbia pós-Kadafi", disse Hillary aos presentes, segundo trechos divulgados por assessores.

 

Hillary ainda disse que "pessoas próximas a Kadafi" estão apresentando a vários países propostas que incluem "a possibilidade da transição", sem dar mais detalhes. A secretária de Estado afirmou que não podia adiantar se as propostas seriam aceitas.

 

A americana ainda anunciou que os EUA consideram o Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia como o "representante legítimo do povo", e que este órgão deverá receber os fundos congelados pertencentes a Kadafi e outros membros do governo e que sofreram sanções.

 

O Conselho Nacional de Transição líbio é representado em Abu Dhabi pelo chanceler de facto dos rebeldes, Mahmoud Jibril, entre outros funcionários, como o ministro de facto das Finanças e do Petróleo desse grupo, Ali Tarhouni, que pediu mais compromissos financeiros para auxiliar os rebeldes.

 

O órgão foi criado pelos rebeldes líbios que desde março lutam para derrubar o regime de Kadafi, que já dura quase 42 anos. O CNT, sediado em Benghazi, é responsável pelas tarefas do governo no lado leste do país, que está dominado pelos insurgentes.

 

Itália

 

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse que seu país busca garantir uma transição pacífica para a democracia na Líbia, após a queda do ditador. "Nossa prioridade é um cessar-fogo efetivo após a saída de Kadafi", afirmou ele em um discurso, no terceiro encontro do chamado Grupo de Contato para a nação do norte da África. "Nosso objetivo final é uma Líbia verdadeiramente democrática, onde não haverá espaço para vinganças."

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