Kadafi está violando cessar-fogo imposto pela ONU, diz diplomata dos EUA

Tropas do ditador líbio estão perto de Benghazi; embaixadora alerta para 'consequências'

Agência Estado

18 de março de 2011 | 19h50

NOVA YORK - A embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU), Susan Rice, disse durante uma entrevista concedida ao canal americano CNN nesta sexta-feira, 17, que as tropas do governo da Líbia estão violando a resolução aprovada na quinta-feira pelo Conselho de Segurança ao se aproximar de Benghazi.

 

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Ao ser questionada sobre se o ditador líbio, Muamar Kadafi, estava violando a resolução, Rice respondeu positivamente. A diplomata alertou que isso pode levar a "consequências rápidas e certeiras, o que incluiria uma incursão militar" contra as tropas leais ao coronel. Benghazi é o principal reduto dos rebeldes, que querem derrubar o regime.

 

 

Susan, que deu o voto positivo dos EUA em favor da resolução no Conselho de Segurança, acrescentou que o presidente americano, Barack Obama, deu um ultimato na tarde desta sexta para que Kadafi cumpra o cessar-fogo decretado por Trípoli no começo do dia.

 

 

A resolução aprovada por dez votos a favor contra cinco abstenções no Conselho de Segurança prevê a instalação de uma zona de exclusão aérea (no-fly zone, em inglês) sobre a Líbia e "o uso de todos os meios necessários para proteger os civis líbios", mas não autoriza o envio de tropas para o país africano.

 

Em seu ultimato, Obama afirmou que são necessários, além do cessar-fogo imediato e completo, o fim de todos os ataques contra os opositores, a retidada das tropas de Benghazi, Misrata, Ajdabiya, Az-Zawyia e o restabelecimento do fornecimento de gás, e petróleo em todas as áreas do país. Segudo Obama, "esses termos não são negociáveis".

 

A rebelião na Líbia começou a pouco mais de um mês. Os rebeldes lutam para derrubar Kadafi, que está no poder há 41 anos, e acusam o ditador de massacrá-los com bombardeios. O número de mortes por conta da violência é desconhecido, mas mais de 300 mil pessoas já deixaram o país desde o início da guerra civil.

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