Kadafi pede a ex-presidente afegão que não mate os árabes

O líder líbio Muammar Kadafi conversou pelo telefone com o ex-presidente afegão Burhanuddin Rabbani, para pedir-lhe que os prisioneiros árabes no Afeganistão não sejam mortos, declarou Rabbani ao jornal árabe internacional Al Hayat. O líder afegão disse ter "tranqüilizado" Kadafi dizendo-lhe que "os árabes têm um lugar privilegiado na consideração do povo afegão, e o comportamento de uma minoria mercenária não terá reflexos sobre as relações entre árabes e afegãos". No entanto, Rabbani expressou descontentamento com o pedido do ministro de Relações Exteriores do Catar - que é presidente de turno da Organização para a Conferência Islâmica - à Liga Árabe e aos EUA para que protejam os árabes no Afeganistão. "O governo de Catar, observou Rabbani, poderia entrar em contato com o Afeganistão antes de apresentar um pedido dessa natureza". O ex-presidente afegão não indicou o número de árabes atualmente presos no país, embora tenha revelado que "muitos jovens árabes foram usados por Bin Laden para disseminar o ódio pelo mundo". "Todos os que se renderam ou foram detidos, disse, serão libertados e não serão tratados como prisioneiros de guerra, como ocorrerá com as forças paquistanesas que apoiavam os talebans". "Se Bin Laden tinha por objetivo a jihad (guerra santa) - perguntou Rabbani -, por quê não foi a Jerusalém para libertar a mesquita de Al Aqsa?" Finalmente, o mandatário rejeitou a hipótese de que o movimento dos talebans possa desempenhar um papel no futuro governo do Afeganistão enquanto grupo, "mas, em se tratando de quadros aprovados pelo povo, então respeitaremos sua vontade". Leia o especial

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