Kadafi pede a Obama para dar 'uma chance' a Bin Laden

Presidente líbio diz que é preciso dialogar com líder da Al-Qaeda para descobrir o que o levou nesta direção

Reuters,

22 de janeiro de 2009 | 12h14

O líder líbio Muammar Kadafi recomendou na quarta-feira, 21, ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que dê uma chance a Osama Bin Laden para uma reforma, dizendo que o homem mais procurado pelos EUA está querendo um "diálogo". Kadafi elogiou o que chamou de "sinais positivos" dados pelo governo de Obama até agora, incluindo os planos de fechar a prisão na Baía de Guantánamo, em Cuba. Falando para estudantes da universidade Georgetown, em um link com a Líbia via satélite, Kadafi disse que Washington deve rever a sua abordagem em relação a Bin Laden, a quem é atribuída a autoria dos ataques de 11 de setembro de 2001. Bin Laden é o primeiro nome da lista de pessoas mais procuradas pelos Estados Unidos. "O terrorismo é um anão, não um gigante. Osama Bin Laden é uma pessoa que pode dar uma chance à reforma", disse Kadafi, por meio de um intérprete. Ele não indicou se tem qualquer contato com Bin Laden ou se quer atuar como mediador. "Talvez possamos ter um diálogo com ele e descobrir o motivo que o levou nesta direção". Além disso, ele afirmou que o Taleban, derrubado no Afeganistão com a ajuda dos Estados Unidos, "não é como foi retratado" e Washington também deveria rever sua visão sobre o grupo. Em um discurso no qual expôs sua ideia de como resolver o conflito entre israelenses e palestinos, Kadafi pediu a criação de um Estado, em vez de duas nações vivendo lado a lado."Podemos chamá-lo de Isratina", disse. Se os judeus não aceitarem esta solução, Kadafi acredita que eles deveriam se mudar para o Havaí, para o Alasca ou para uma ilha no pacífico. "Eles viveriam em paz em um local isolado".

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