Kadafi promete nunca deixar a Líbia

O líder líbio Muamar Kadafi declarou hoje que jamais deixará a terra de seus ancestrais. A declaração vem à tona depois de uma nova rodada de pressão internacional para que ele ceda o poder em meio a ações de grupos rebeldes armados contra forças do governo e uma campanha de bombardeios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

AE, Agência Estado

16 de julho de 2011 | 18h07

"Eles estão me pedindo para partir. É para rir. Eu jamais deixarei a terra de meus ancestrais nem o povo que se sacrificou por mim", disse o coronel Kadafi a simpatizantes com a ajuda de alto-falantes em Zawiyah, cerca de 50 quilômetros a oeste de Trípoli.

Representantes de potências regionais e ocidentais reuniram-se ontem em Istambul e voltaram a pedir a saída de Kadafi depois de mais de quatro décadas no poder. Até o momento, mais de 30 países, entre eles os Estados Unidos, reconheceram os rebeldes como o "governo legítimo" da Líbia.

"Estou pronto para me sacrificar por meu povo. Nunca deixarei esta terra, respingada pelo sangue de meus ancestrais, que lutaram contra os colonizadores italianos e britânicos", disse ele. "Esses ratos fizeram nosso povo refém em Benghazi, em Misurata e nas montanhas do oeste, usando-os como escudos humanos", disse Kadafi sobre os grupos rebelados. "Cinco milhões de líbios armados marcharão sobre eles e libertarão as cidadãos ocupadas assim que a ordem for dada", prometeu o líder líbio.

Em episódios de violência ocorridos hoje, pelo menos dez combatentes rebeldes morreram em uma ofensiva contra o polo petrolífero de Brega, no leste da Líbia, informaram autoridades locais. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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