Kadima sobe nas pesquisas, apesar da ausência de Sharon

As mais recentes pesquisas divulgadas em Israel indicam um crescimento do partido Kadima, apesar da ausência de seu fundador, o primeiro-ministro Ariel Sharon, que se recupera de uma hemorragia cerebral sofrida há uma semana. O novo partido de Sharon conseguiria uma vitória folgada se as eleições gerais em Israel fossem realizadas hoje, segundo uma pesquisa divulgada pelo jornal Haaretz e outra do Canal 1 da televisão pública. Realizado menos de uma semana depois da internação de Sharon, devido a uma hemorragia cerebral que interrompeu sua carreira política, o levantamento do Haaretz concede a seu partido 44 deputados, quatro a mais que quando o premier ainda exercia o cargo e o comando do partido. Os seus dois adversários imediatos, o Partido Trabalhista e o Likud, conseguiriam 16 e 13 cadeiras, respectivamente. A pesquisa da televisão pública é ainda mais generosa com o Kadima, pois dá ao partido uma vitória com 45 cadeiras, um número que não é visto na política israelense há mais de uma década. O Partido Trabalhista conseguiria, segundo esta última pesquisa, 18 deputados, e o Likud, 15. Devido à doença do primeiro-ministro, o novo partido, de orientação centrista e criado em dezembro, ficou sob o comando do premier interino, Ehud Olmert, e segundo a edição de hoje do Haaretz teria como número dois o ex-trabalhista Shimon Peres ou, talvez, o próprio Sharon, se nos próximos dias ele tiver uma melhora considerável. O hospital não divulgou de forma oficial nenhum boletim médico nas últimas horas, mas os médicos que o atendem informaram uma ligeira melhora. Os médicos tinham a intenção de interromper hoje as doses de sedativos que o mantêm em coma induzido, após terem começado a reduzir as quantidades de medicamento progressivamente na segunda-feira. No entanto, os médicos afirmam que somente em 36 ou 48 horas será possível despertá-lo e fazer uma avaliação de seu estado cognitivo, já que só então Sharon terá eliminado os resquícios dos sedativos.Na terça-feira, no último boletim médico, foi anunciado que Sharon tinha movimentado a mão esquerda, um dado de extrema importância, pois ele sofreu a hemorragia no hemisfério direito do cérebro. O neurologista Félix Umansky disse que Sharon não está ciente das circunstâncias que o rodeiam nem da presença de pessoas a seu lado.

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