Karzai adia acordo bilateral de segurança com os EUA

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, se recusou neste domingo a assinar um acordo de segurança com os Estados Unidos até as eleições de abril, ignorando a recomendação por uma assembleia de anciãos e líderes afegãos de que o fizesse até o fim de 2013.

AE-AP, Agência Estado

24 de novembro de 2013 | 09h40

Karzai se pronunciou depois que o conselho nacional consultivo formado por 2.500 membros, conhecido como Loya Jirga, aprovou o Acordo Bilateral de Segurança e pediu que o mesmo fosse assinado até o final do ano. Os delegados passaram três dias debatendo o pacto, considerado necessário para que os milhares de soldados norte-americanos fiquem no país além de 2014 para treinar as forças de segurança do governo afegão que ainda enfrentam dificuldades para combater a insurgência do Taleban.

Karzai argumentou que o Afeganistão precisava de mais tempo para ter certeza que os EUA estavam comprometidos com a paz no país e destacou que as eleições de 5 de abril eram uma data importante. O presidente também sugeriu que, se o acordo fosse assinado agora, ele perderia a influência necessária para garantir que a votação não seja manipulada.

No passado, Karzai acusou os EUA de interferir nas eleições de 2009, que ele quase perdeu por causa de supostas fraudes. Ele foi eleito depois que o líder desistiu do segundo turno. "Nós queremos segurança, paz e uma eleição adequada. Vocês me pediram que assinasse o acordo dentro de um mês. Vocês acham que a paz virá em um mês? Se eu assiná-lo e a paz não chegar, quem será culpado por isso? Se eu assinar hoje e amanhã não tivermos paz, quem será culpado pela história? É por isso que eu estou pedindo garantias", justificou Karzai à assembleia. Fonte: Associated Press.

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