Karzai defende fim de segurança privada no Afeganistão

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, defendeu neste domingo sua decisão de dispensar oficiais de segurança privada, acusando-os de roubo e furto, além de terem ligações com grupos criminosos e de serem possíveis financiadores de insurgentes. O presidente determinou no sábado o fechamento imediato de empresas de segurança, que devem ser em torno de 40 mil no país.

AE, Agência Estado

22 de agosto de 2010 | 19h52

As empresas de segurança são amplamente usadas para proteger embaixadas e escritórios, bases de guarda e em comboios de escolta. Supostamente, elas devem ser completamente eliminadas em quatro meses, o que representa um grande desafio para o exército dos Estados Unidos, num momento de violência crescente no Afeganistão.

Em entrevista à rede de TV ABC, Karzai argumentou que os bilhões de dólares gastos com segurança privada desviaram recursos que poderiam ser destinados a treinamento e equipamento das forças de segurança do país.

"Forneceremos a base para aquelas empresas de segurança que oferecem proteção a embaixadas e ajudam a organizar ou escoltar diplomatas e representantes de governos estrangeiros no Afeganistão. Mas definitivamente não permitiremos que estejam nas estradas, nos mercados, nas ruas. E não permitiremos que ofereçam proteção a linhas de fornecimento", afirmou. "Esse trabalho é do governo afegão e da polícia afegã." As informações são da Dow Jones.

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