Omar Sobhani/Reuters
Omar Sobhani/Reuters

Karzai diz estar 'com a paciência no limite' com Estados Unidos

Presidente afegão critica participação americana em investigação sobre massacre de civis

Associated Press

16 de março de 2012 | 09h48

CABUL - O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, criticou a postura dos Estados Unidos sobre as investigações do assassinato de 16 civis afegãos por parte de um soldado americano no domingo, dizendo que está "com a paciência no limite" devido à falta de cooperação de Washington no caso.

 

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Durante reunião com as famílias das 16 vítimas, Karzai revelou que a comissão enviada para investigar o caso se decepcionou com o nível de cooperação oferecido pelos americanos. Os parentes insistiram que não receberam todas as informações que pediram aos militares dos Estados Unidos sobre o massacre em Kandahar, no sul do Afeganistão.

 

"Isso já foi longe demais. Estamos no nosso limite. Essa forma de atividade e esse comportamento não podem tolerados. Já passou da hora", disse Karzai, acrescentando que quer manter boas relações com as autoridades americanas, mas que isso está cada vez mais difícil. O presidente insistiu que as tropas estrangeiras que estão em seu país devem respeitas as leis e a cultura afegãs.

 

Na quinta-feira, o Taleban afegão anunciou a suspensão total das negociações de paz com os Estados Unidos. Karzai também pediu que as tropas estrangeiras da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que estão no país há mais de dez anos, deixem as áreas rurais do país imediatamente.

 

A guerra no Afeganistão já dura mais de dez anos, embora tenha sido iniciada em julho de 2011 a retirada das tropas americanas do país. A saída deve ser completada em 2014, se o cronograma for cumprido, mas especialistas levantam dúvidas sobre a capacidade das forças locais para manter a segurança e a estabilidade locais.

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