Karzai diz que é seu 'dever' combater corrupção no Afeganistão

Segundo presidente, acusações contra sua gestão são 'propagandas ocidentais', embora alguns casos sejam reais

Efe,

15 de dezembro de 2009 | 12h49

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse nesta terça-feira, 15, que são "propagandas ocidentais" as acusações de corrupção sobre seu governo, mas assumiu que é seu "dever" lutar contra esta praga, ao abrir uma conferência em Cabul.

 

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"A cada dia o governo, o presidente, os ministros, o Parlamento e o Senado de nosso país são acusados de corrupção. Em alguns casos é verdade, mas em outros não", disse Karzai na conferência, que reúne cerca de 200 delegados do governo e das províncias afegãs, além de diplomatas.

 

A conferência, de três dias, foi uma iniciativa do presidente para buscar "medidas novas e eficazes" de luta contra a corrupção, um problema que dificultou as relações de Karzai com seus principais parceiros internacionais. "Se essa propaganda ocidental é certa ou não, é nosso dever eliminar a corrupção de nosso governo, de nossos escritórios", afirmou o presidente.

 

Karzai lembrou que, nos últimos 30 anos, o Afeganistão sofreu tanto com a guerra quanto com o abuso da lei. "Inclusive hoje, em nossa administração, tenho certeza de que se alguém quiser ir à casa de alguém para prendê-lo, molestá-lo ou exigir um suborno, pode fazer isso", disse.

 

Apesar de ter admitido que o problema exista, o presidente defendeu o único alto cargo condenado por corrupção nos últimos tempos, o prefeito de Cabul, Abdul Ahad Sahebi, que qualificou de "pessoa limpa" que já estava sendo "perseguida" logo que foi designado para o posto.

 

No último dia 7, o prefeito foi sentenciado a quatro anos de prisão por um desvio de 800 mil afganis (US$ 16.500).

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