Karzai nega exigência de rival e mantém chefe eleitoral no Afeganistão

Candidato à Presidência contra o presidente havia pedido demissão após fraudes.

BBC Brasil, BBC

26 de outubro de 2009 | 19h51

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, rejeitou nesta segunda-feira a exigência do candidato rival nas eleições presidenciais para que demitisse o responsável pela comissão eleitoral do país.

Abdullah Abdullah pediu o afastamento de Azizullah Lodin após a comprovação de fraude no primeiro turno das eleições do país. O segundo turno está marcado para 7 de novembro.

Mas Karzai disse que "modificações não ajudariam as eleições ou o país".

O atual presidente, que nomeou Lodin e foi o principal beneficiado nos casos apurados de fraude, afirmou que a comissão eleitoral "apenas cumpriu suas obrigações legais".

Fraude

Abdullah disse que Lodin "não tem credibilidade para a instituição. Outro comissário da mesma comissão deveria assumir seu posto".

Após o primeiro turno em 20 de agosto, resultados parciais indicavam que Karzai seria eleito com 55% dos votos e Abdullah, teria 28%.

Mas monitores da ONU invalidaram centenas de milhares de votos, reduzindo o número de votos no atual presidente a menos de 50% do eleitorado, gerando a necessidade de um segundo turno.

Leia mais na BBC Brasil: Segundo turno será 'grande desafio' no Afeganistão, diz Ban

A ONU recomendou que milhares de pessoas responsáveis pelos trabalhos eleitorais fossem trocadas nas regiões onde os casos de fraude foram piores.

Mas analistas dizem temer que se repitam as irregularidades. Nem Lodin nem a comissão eleitoral afegã se manifestaram sobre o assunto.

Também na segunda-feira, Abdullah e Karzai rejeitaram a possibilidade de um governo de união nacional.

Atualmente o presidente americano, Barack Obama, estuda um aumento substancial do número de tropas dos Estados Unidos no Afeganistão. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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