Adrees Latif/Reuters
Adrees Latif/Reuters

Karzai pede ao Paquistão apoio pela estabilidade no Afeganistão

Para presidente, países vizinhos são 'gêmeos' e devem trabalhar juntos para 'acabar com os perigos em comum'

Efe,

11 de março de 2010 | 09h39

O Paquistão deve assumir a responsabilidade de enfrentar o extremismo para ajudar o Afeganistão a garantir estabilidade e segurança, disse nesta quinta-feira, 11, o presidente afegão, Hamid Karzai.

 

"Existe a consciência das oportunidades e perigos que enfrentamos. É nosso dever trabalharmos juntos para acabar com esses perigos. Sem o Paquistão, o Afeganistão não conseguirá ser estável", disse Karzai em entrevista coletiva junto ao primeiro-ministro paquistanês, Yousef Raza Gilani.

 

O presidente afegão sustentou que sua nação não permitirá que seu território "seja utilizado por outros contra o Paquistão" e que espera a mesma posição do país vizinho, que classificou de "irmão gêmeo" do Afeganistão.

 

Karzai, que chegou na quarta-feira em visita oficial de dois dias a Islamabad, não fez referência ao possível papel do Paquistão como mediador entre seu governo e os EUA com o Taleban. Os insurgentes buscam refúgio em território paquistanês, o que os analistas consideram o assunto central das conversas desta quinta-feira.

 

Sobre as recentes detenções de importantes lideranças da insurgência taleban em solo paquistanês, Gilani afirmou que "seu país estuda" as opções com os "especialistas".

 

Também não houve uma resposta clara por parte de Karzai à oferta do Exército paquistanês de formar e treinar as forças militares e policiais afegãs. "É uma oferta que estudaremos e responderemos", disse o presidente afegão.

 

Os governantes não entraram em detalhes sobre os frequentes ataques com mísseis de aviões não tripulados feitos pelos EUA nas áreas tribais paquistanesas na fronteira com o Afeganistão. "É algo que vai além do Afeganistão. Não são operados por nós. É um assunto dos EUA e Paquistão", disse Karzai. O presidente afegão ainda desmentiu que os equipamentos que lançam ataques em solo paquistanês partam do Afeganistão.

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