Karzai pede que Taleban pare de matar inocentes

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, pediu nesta quinta-feira que o Taleban baixe as armas e participe do processo político. Os comentários do líder afegão foram feitos em um discurso no início do feriado religioso Eid al-Fitr, que marca o fim do jejum do Ramadã.

AE, Agência Estado

08 de agosto de 2013 | 16h49

Hamid Karzai agradeceu às forças de segurança do país pelos seus sacrifícios na luta contra os rebeldes e pediu que o Taleban pare de matar civis inocentes. O presidente também declarou que afegãos demais já perderam a vida por causa de bombas durante o período do Ramadã deste ano e que onda de violência deveria acabar.

Segundo Karzai, o Taleban deveria abrir um escritório político no Afeganistão, assim como qualquer outro partido político, em vez de inaugurar uma representação no Qatar.

Em meio as comemorações do feriado religioso nesta quinta-feira, uma bomba colocada em um cemitério em uma zona rural no leste do Afeganistão matou 14 membros de uma única família. O grupo estava reunido para comemorar o início do Eid al-Fitr com uma visita ao túmulo de um parente.

No Afeganistão, as famílias têm o costume de visitar os túmulos de seus entes queridos em celebrações religiosas.

O ataque ocorreu no distrito de Ghany Khel, na província de Nangarhar. O ataque matou sete mulheres e sete crianças, segundo a polícia. Três membros da família também ficaram feridos no ataque.

Nenhum grupo reivindicou imediatamente a responsabilidade pelo atentado e não ficou claro por que a família foi alvo da ofensiva. Contudo, eles estavam visitando o túmulo do líder tribal Haji khayali, que também fazia parte da família e trabalhava para uma empresa de segurança. Haji khayali foi morto pelo Taleban no início deste ano.

O presidente Hamid Karzai condenou o ataque, chamando-o de "um ato covarde feito pelos inimigos do povo do Afeganistão, que não fazem parte de nenhuma religião". "Eles fazem ataques em um cemitério muçulmano no início do Eid, matam nossos compatriotas inocentes", disse Karzai. Fonte: Associated Press.

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