John Stillwell/Pool photo via AP
John Stillwell/Pool photo via AP

Kate volta para casa menos de 6 horas depois de dar à luz o terceiro filho com o príncipe William

A duquesa de Cambridge foi internada no início da manhã, já em trabalho de parto, e recebeu alta horas depois do nascimento da criança; nome do menino, quinto na linha de sucessão ao trono britânico, ainda não foi anunciado

Andrei Netto, Correspondente / Paris, O Estado de S.Paulo

23 Abril 2018 | 14h12

PARIS - Por mais esperado que fosse, o parto de um menino de 3,8 quilos surpreendeu os britânicos nesta segunda-feira, 23. A mãe, Kate Middleton, deixou o hospital 5 horas e 57 minutos depois de dar à luz ao quinto na linha de sucessão ao trono britânico. “Não deixamos vocês esperarem muito”, brincou o príncipe William ao sair com a mulher da maternidade Lindo Wing, do Hospital Saint Mary, em Londres.

Nasce o terceiro filho de Kate Middleton e príncipe William

No mesmo local nasceram seu irmão e sua irmã, George e Charlotte. Ainda sem nome, o terceiro filho do príncipe William e da duquesa de Cambridge é desde ontem o quinto na linha sucessória do trono britânico, graças a uma nova legislação que garantiu o direito de sua irmã a chefiar o Estado, se seus predecessores não tiverem filhos em condições de reinar.

Kate e William chegaram ao hospital no início da manhã. Em tempo recorde após o parto, os dois, sorridentes, apresentaram o bebê à imprensa britânica e internacional, dirigindo-se a seguir para a residência real, onde a princesa permanecerá nos próximos dias.

Terceiro filho do casal, o menino deverá receber seu nome até a quarta-feira. Ao menos esse foi o tempo usado pelos pais para informar os nomes de George, nascido em 22 de julho de 2013, e Charlotte, nascida em 2 de maio de 2015. O protocolo real britânico não pressupõe nenhuma obrigação à família. A título de comparação, Charles e Diana, avós dos pequenos, informaram à imprensa o nome de Harry já na saída do hospital.

Médico explica riscos de deixar hospital poucas horas após parto

O bebê ocupará o posto que até aqui cabia a Harry, irmão de William, como quinto membro da linha sucessória do trono britânico. Ele será o primeiro na história do Reino Unido a não ultrapassar a irmã mais velha, no caso Charlotte, na linha de sucessão.

Até aqui, meninas perdiam o lugar na fila de pretendentes à coroa em caso de nascimento de um irmão mais novo. Mas, desde 28 de outubro de 2011, a lei que estabelece as regras da linha sucessória, chamada de Sucessão ao Ato da Coroa, foi alterada para garantir a equidade de gêneros no acesso ao trono, o que na prática colocou meninos e meninas em pé de igualdade.

Na Europa, o nascimento do novo herdeiro causou comoção até mesmo na França, país que realizou uma revolução para depor a monarquia e instalar a república. Canais de notícias 24 horas fizeram transmissões ao vivo de Londres, com várias equipes de reportagem transmitindo do hospital em que Kate estava.

Surpresa

A saída do casal da maternidade surpreendeu até mesmo a opinião pública britânica pela rapidez e pelas excelentes condições de saúde da mãe, que deixou o prédio sorridente, corada e calçando sapatos de salto alto.

Charlotte se torna primeira princesa a não perder lugar na fila para o trono britânico

Em média, as mães britânicas permanecem internadas 36 horas no sistema de saúde, um período de convalescença inferior à média de países vizinhos. Dados reunidos pela Plos Medicine, revista especializada da Biblioteca Pública de Ciências britânica, indicam que o Reino Unido tem o menor tempo de permanência média de mães no hospital após um parto entre todos os países mais desenvolvidos do mundo - considerado a renda per capita.

O tempo é inferior a 92 países comparados e até mesmo em relação a nações em desenvolvimento como Bangladesh, Gana e Libéria, segundo dados comparativos reunidos pela Escola de Higiene e de Medicina Tropical de Londres. 

O tempo de permanência no hospital no Reino Unido é criticado por muitos especialistas, mas o tema divide a comunidade científica. O principal fator usado para avaliar se a mãe pode ou não partir com o bebê logo após o parto é se a família conta com condições ideais de restabelecimento em casa e uma assistência de saúde que inclua o acompanhamento de ambos - o que é o caso da família real.

A título de comparação, na França, por exemplo, onde o sistema de saúde é público e gratuito - a não ser que se prefira pagar pelo atendimento médico privado -, as mães e bebês permanecem internados entre 72 horas e 96 horas em caso de parto normal. No caso de cesariana, o tempo de permanência varia entre 96 horas e 120 horas, de acordo com o caso e o hospital.

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