Ernesto Bebavides/AFP
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Keiko Fujimori sobe para 2º lugar na apuração das eleições peruanas

Nova atualização dos resultados oficiais confirmou a tendência de crescimento de Keiko, como apontaram as projeções extraoficiais, que previam um segundo turno com o candidato de esquerda Pedro Castillo

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2021 | 16h20

LIMA - Com 73,018 % da apuração das eleições peruanas concluída, a candidata à presidência Keiko Fujimori, de direita, passou a ocupar o segundo lugar, com 13,09 % dos votos, atrás de Pedro Castilho, candidato de extrema esquerda, com 17,49 %.

A nova atualização dos resultados oficiais confirmou a tendência de crescimento de Keiko, como apontaram as projeções extraoficiais, que previam um segundo turno com Castillo.

O terceiro lugar passou a ser ocupado pelo economista Hernando de Soto, com 12,77% dos votos, enquanto o empresário de extrema direita Rafael López Aliaga contabiliza 12,46%.

Em números exatos, Castillo recebeu até a última atualização 1.901.163 votos, Keiko soma 1.423.286, De Soto tem 1.387.492 e López Aliaga, 1.354.716.

Atrás desses candidatos, e quase sem chances de surpreender, aparecem Yonhy Lescano, de centro-esquerda, com 8,9% dos votos; a esquerdista Verónika Mendoza, com 7,87%; o empresario César Acuña, com 5,87%; e o ex-goleiro de futebol George Forsyth, com 5,79%.

Dessa forma, Pedro Castillo se confirma como a grande surpresa das eleições peruanas, enquanto Keiko Fujimori, caso se mantenha na disputa, irá pela terceira vez ao segundo turno.

A líder do partido Força Popular e filha do ex-presidente preso Alberto Fujimori foi derrotada por Ollanta Humala no segundo turno em 2011. Em 2016, perdeu para Pedro Pablo Kuczynski.

Castillo é professor e líder de uma ala radical do sindicato de professores, enquanto Keiko defende uma linha de direita autoritária que resgata o legado do pai, que cumpre 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade. 

A apuração oficial continuará até processar 100% dos votos e a última palavra sobre quem vai para o segundo turno será dada pelo Júri Nacional de Eleições (JNE).

A campanha eleitoral no Peru foi marcada por números recordes de casos e mortes pela pandemia e pela apatia e cansaço dos peruanos, no fim de cinco anos cheios de transtornos, em um país sem partidos políticos fortes onde o candidato importa mais que a ideologia./EFE e AFP  

 

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