Kennedy diz que continua a ser amigo do casal Clinton

Irmão do presidente americano assassinado diz que não é "contra os Clinton", mas sim "a favor de Obama"

REUTERS

29 de janeiro de 2008 | 12h54

O senador norte-americano Edward Kennedy pode ter dado apoio ao democrata Barack Obama na corrida pela Casa Branca, mas, segundo disse, isso não significa que guarde alguma mágoa em relação a seus velhos amigos Hillary e Bill Clinton. Veja também:Família Kennedy anuncia apoio a Barack Obama  Artigo de Caroline Kennedy em apoio a ObamaCobertura completa das eleições nos EUAEspecial eleições americanas"De forma nenhuma. Não sou contra os Clinton. Sou a favor de Barack Obama", afirmou na terça-feira, 29, Kennedy, irmão do presidente John F. Kennedy, assassinado quando estava no poder. "Eu disse que sou a favor de Barack Obama. No entanto, darei apoio à senadora Hillary ou ao senador Edwards (John Edwards) caso conquistem a vaga (do Partido Democrata para concorrer à Presidência dos EUA). O mais importante é que os democratas vençam as eleições", disse no programa Today Show, da NBC. Kennedy, patriarca de uma das dinastias políticas mais importantes dos EUA, declarou seu apoio a Obama durante um comício realizado em Washington na segunda-feira. O mesmo fez a sobrinha dele Caroline Kennedy, filha do presidente morto, e o filho dele, deputado Patrick Kennedy. Obama, senador pelo Estado de Illinois, pode se tornar o primeiro presidente negro do país. O apoio foi interpretado como um revés para Hillary, a senadora pelo Estado de Nova York que é a principal rival de Obama na disputa pela vaga do Partido Democrata para o pleito de novembro. A senadora poderia se tornar a primeira mulher a comandar a Casa Branca. Alguns analistas viram na manobra de Edward Kennedy -- que descreveu Obama como um herdeiro do idealismo de John Kennedy -- uma resposta, em parte, às críticas lançadas por Bill Clinton, ex-presidente dos EUA, contra o adversário direto da mulher dele. "Isso não é verdade", afirmou o senador. "Essa disputa não gira em torno do presidente Clinton. Trata-se de uma disputa que terá consequências enormes para o nosso país. Há muita coisa em jogo quando se olha para os desafios com os quais nos deparamos dentro e fora do país", afirmou Edward Kennedy. O senador cumprimentou Hillary com um rápido aperto de mão quando os dois compareceram ao discurso do Estado da União proferido pelo presidente George W. Bush na segunda-feira à noite.

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