Kerry acusa Bush de "facilitar a tarefa dos terroristas"

O candidato presidencial democrata, John Kerry, acusou o presidente americano, George W. Bush, de "facilitar a tarefa dos terroristas" por não ter prorrogado a lei que proíbe a venda e fabricação de armas de assalto semi-automáticas, cuja vigência expira às 24 horas de hoje. Numa tentativa de reduzir a vantagem que Bush mantém nas pesquisas de intenção de voto para a eleição de 2 de novembro, Kerry atribuiu a não renovação da proibição à disposição do presidente de "favorecer seus amigos do lobby das armas". A lei tinha sido adotada pelo então presidente democrata Bill Clinton, em 1994. "Amanhã, pela primeira vez em dez anos, quando um assassino entrar em uma loja de armas, quando um terrorista entrar em algum desses armazéns, em qualquer lugar dos EUA, para comprar uma AK-47 ou outra arma de assalto militar, vão ouvir a mesma resposta: ?claro que sim?", disse Kerry. "Bush decidiu favorecer o trabalho dos terroristas e complicar a tarefa da polícia do país." Dois dias depois do terceiro aniversário dos atentados do 11 de setembro, Kerry afirmou que até os manuais da rede terrorista Al-Qaeda aconselhavam seus membros a "viajar para os EUA para comprar armas semi-automáticas". Em sua resposta, a Casa Branca tratou de lavar as mãos. O porta-voz Scott McClellan afirmou que Bush queria manter a lei em vigor e atribuiu ao Congresso toda a responsabilidade por não ter fixado a prorrogação do texto em sua ordem do dia.

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