Kerry admite que espionagem foi 'longe demais'

O secretário de Estado norte-americano John Kerry admitiu noite de quinta-feira que o programa de vigilância norte-americanos a países estrangeiros "foi longe demais" e que algumas medidas seguiam no "piloto automático". O governo dos Estados Unidos tenta conter o escândalo a respeito da espionagem a diversos governos, até mesmo aliados,colocada em prática pela Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês).

PRISCILA ARONE COM INFORMAÇÕES DA ASSOCIATED PRESS E DA DOW JONES, Agência Estado

01 de novembro de 2013 | 14h13

As práticas da agência norte-americana foram divulgadas por Edward Snowden, ex-analista terceirizado da NSA, que está exilado na Rússia.

Em Londres, Kerry afirmou, por meio de videoconferência, que o governo está revendo suas práticas de inteligência "de modo que ninguém tenha a sensação de abuso". "Em alguns casos, eu reconheço, assim como o presidente, que algumas dessas ações foram longe demais e vamos nos certificar que isso não aconteça no futuro", afirmou o chefe da diplomacia norte-americana, acrescentando que "gente inocente não foi vítima de abuso neste processo".

Kerry voltou a dizer que as atividades de espionagem fazem parte da luta de seu governo para combater o terrorismo e criticou as reportagens feitas com base nos documentos divulgados por Snowden. Segundo ele, a informação de que 70 milhões de pessoas foram espionadas não é verdadeira.

Além da irritação de governos aliados com a informação de que foram alvo de espionagem, o governo norte-americano tem de lidar com outras questões importantes, como os problemas na Síria, no Egito e o programa nuclear iraniano.

Por isso, Kerry iniciará, neste final de semana, uma viagem de nove dias para visitar a Arábia Saudita, Polônia, Israel, territórios palestinos, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Argélia e Marrocos.

A primeira parada será em Riad, onde o secretário de Estado vai enfrentar as desavenças sobre a forma como seu país está cuidando do conflito na Síria, as negociações com o Irã e a decisão do presidente Barack Obama de reter ajuda uma parte significativa da ajuda enviada ao Egito.

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