Mike Theiler/Reuters
Mike Theiler/Reuters

Kerry afirma que acordo entre Colômbia e Farc é um ‘avanço histórico’ rumo à paz

Secretário de Estado dos EUA destacou em comunicado seu apreço pelo papa Francisco e felicitou o presidente colombiano por sua ‘coragem e compromisso’ com as negociações

O Estado de S. Paulo

24 Setembro 2015 | 09h31

WASHINGTON - O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, afirmou na quarta-feira que o acordo alcançado em Havana entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) sobre justiça transicional e desarmamento representa um "avanço histórico" rumo à paz.

"O anúncio feito hoje (quarta-feira) nas conversas de paz em Havana representa um avanço histórico rumo a um acordo final para acabar com mais de 50 anos de conflito armado", disse Kerry em comunicado.

"A paz está agora mais perto que nunca para o povo colombiano e milhões de vítimas do conflito", ressaltou o secretário de Estado.

Ele acrescentou que ligou para o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, para "felicitar a ele e seus negociadores por sua coragem e compromisso com as conversas de paz sob condições muito difíceis".

“Temos esperança de que as partes concluirão em breve um acordo final para terminar essa guerra terrível. O povo colombiano merece uma paz justa e duradoura.”

O secretário de Estado ainda manifestou seu "profundo apreço" pelo papa Francisco, atualmente em visita oficial aos EUA, por sua "liderança moral e os bons ofícios do Vaticano na busca da paz na Colômbia".

"Seguiremos apoiando o presidente Santos e o povo colombiano enquanto avançam estas negociações", concluiu Kerry, que lembrou que o respaldo dos EUA à Colômbia tem "mais de 15 anos", e foi reforçado no último mês de fevereiro com a nomeação do primeiro enviado americano para o processo de paz.

O presidente dos EUA, Barack Obama, designou para esse cargo o subsecretário de Estado, Bernard Aronson, com a intenção de reforçar o papel de Washington nas negociações.

O governo da Colômbia e as Farc anunciaram ontem um importante acordo sobre justiça transicional que inclui a criação de um tribunal especial para a paz.

As Farc deverão entregar as armas em um prazo de 60 dias após a assinatura de um eventual acordo definitivo, que, segundo Santos, será assinado "no mais tardar" em seis meses. /EFE e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.