Kerry ameniza o tom em declaração sobre Israel

Após ser amplamente criticado por dizer que o Estado de Israel poderia se tornar um "Estado de apartheid" se não alcançar um acordo de paz com os palestinos, o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse ter escolhido a palavra errada para descrever a situação.

AE, Agência Estado

29 de abril de 2014 | 01h05

Em comunicado divulgado pelo Departamento de Estado, Kerry criticou os ataques políticos contra ele, mas reconheceu que os comentários feitos na semana passada podem ter sido mal interpretados. Kerry se declarou um forte apoiador de Israel e afirmou que a declaração foi apenas uma demonstração da crença de que a única solução viável para encerrar o conflito na região é a formação de dois estados com dois povos.

"Não permitirei que meu compromisso com Israel seja questionado por ninguém, particularmente por motivos partidários e políticos, então eu quero deixar claro sobre o que eu acredito e o que eu não acredito", disse, após advogados norte-americanos e grupos pró-Israel criticarem as declarações da semana passada e exigirem que ele peça demissão ou, pelo menos, uma desculpa.

"Israel é uma democracia vibrante e eu não acredito, nem nunca disse, publica ou privadamente, que Israel é um Estado de apartheid ou que pretende se tornar um", afirmou. Kerry lembrou que as palavras podem criar uma interpretação errada, e se pudesse voltar no tempo utilizaria uma palavra diferente para descrever a situação.

No domingo, o jornal The Daily Beast afirmou que Kerry disse em uma reunião fechada que Israel corria o risco de se tornar um "Estado de apartheid". O Secretário de Estado defendeu seu ponto de vista geral, lembrando que vários oficiais de Israel, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seus predecessores, fizeram declarações semelhantes no passado. No entanto, ele acrescentou que é melhor deixar a palavra "apartheid" fora de debate. Fonte: Associated Press.

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