Kerry: Assad não pode ser parte de novo governo sírio

O secretário de Estado norte-americano John Kerry afirmou nesta quinta-feira que o presidente sírio Bashar Assad terá de deixar o poder como parte de uma solução para a guerra civil na Síria.

Agência Estado

09 de maio de 2013 | 12h13

A declaração foi feita durante reunião com o Ministro de Relações Exteriores da Jordânia, Nasser Judeh. Kerry disse que todos os lados estão trabalhando para "implementar um governo de transição com consenso mútuo, o que claramente significa que, em nosso julgamento, o presidente Assad não será um membro dessa administração".

Kerry também divulgou oficialmente uma ajuda adicional norte-americana de US$ 100 milhões para os refugiados sírios. Quase metade desses recursos será enviado para ajudar a Jordânia a lidar com a onda de sírios que chegou ao país fugindo da guerra, que já dura 26 meses.

Cerca de 2 mil pessoas entram pela fronteira da Jordânia diariamente. O país já abriga 525 mil refugiados, revelou Judeh no início das conversações, que acontecem em Roma.

"Atualmente, temos 10% de nossa população na forma de refugiados sírios. Esse número deve subir para cerca de 20% e 25% até o final deste ano tendo em vista as taxas atuais e possivelmente para 40% até meados de 2014", disse ele.

"Nenhum país pode lidar com números tão grandes quanto os que eu descrevi", afirmou, acrescentando que a Jordânia é muito grata pela ajuda da comunidade internacional.

O projeto para a realização de uma conferência internacional para buscar uma solução ainda está em andamento, disse Kerry, depois de concordar em Moscou que ele e o ministro de Relações Exteriores russo Sergei Lavrov vão trabalhar em conjunto sobre o tema.

Ele conversou com a maioria dos ministros de Relações Exteriores dos países envolvidos e disse que há "uma resposta muito positiva e um desejo muito forte de avançar com esta conferência e tentar encontrar, ou pelo menos esgotar as possibilidades de encontrar uma solução política".

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também tem mantido contato de maneira que "vamos avançar muito e trabalhar diretamente com todos os envolvidos para realizar esta conferência".

A expectativa é que a conferência, cujo objetivo é encontrar um caminho para um governo de transição na Síria, seja realizada até o fim de maio. Embora o local ainda não tenha sido definido, as conversações podem acontecer em Genebra. As informações são da Dow Jones.

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