Kerry defende programa de avião não tripulado dos EUA

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, defendeu neste domingo o uso de aviões não tripulados (drones) pelos Estados Unidos para caçar terroristas foragidos, com o argumento de que as aeronaves só são empregadas contra alvos confirmados e após uma ampla avaliação.

SERGIO CALDAS, Agência Estado

26 Maio 2013 | 15h01

"Deixe-me ser bem claro...primeiro, ocorreram poucos ataques com drones no último ano. Por quê? Porque tivemos sucesso em eliminar a Al-Qaeda no Paquistão", disse Kerry, em encontro com estudantes na capital da Etiópia.

O programa de drones é um dos aspectos mais polêmicos da luta dos EUA contra a Al-Qaeda e militantes do Taleban desde os ataques de 11 de setembro de 2001. Líderes do primeiro escalão de ambas as organizações foram mortos como resultado de ataques por drones.

No entanto, o uso de aeronaves não tripuladas, que normalmente são mobilizadas sem o conhecimento prévio de outros governos, tem sido muito criticado, em especial no Paquistão e Afeganistão, e as mortes de civis pegos no fogo cruzado têm provocado indignação nesses países.

Falando a estudantes da Universidade de Adis-Abeba, Kerry descreveu o programa como um "dos mais rígidos, confiáveis e justos" dos EUA.

"Não abrimos fogo quando sabemos que há crianças ou o risco de dano colateral, simplesmente não fazemos isso", disse Kerry, acrescentando que cada alvo é monitorado cuidadosamente e que, às vezes, o processo antes de um ataque "chega a demorar um ano". As informações são da Dow Jones.

Mais conteúdo sobre:
EUAJohn Kerrydrones

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.