AP Photo/Ronald Zak
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Kerry diz que Rússia e parceiros da coalizão estão perto de renovar cessar-fogo na Síria

Governo sírio informou que está estabelecendo um intervalo nos confrontos em uma área próxima de Damasco. Para secretário de Estado americano, cessar-fogo deveria incluir Alepo

O Estado de S. Paulo

02 Maio 2016 | 10h38

GENEBRA - Conversas com a Rússia e parceiros de coalizão estão "se aproximando de um entendimento" para a renovação de um cessar-fogo na Síria, incluindo as redondezas da cidade de Alepo, disse o secretário de Estado americano, John Kerry, nesta segunda-feira, 2.

Kerry falou antes de um encontro em Genebra com o ministro das Relações Exteriores saudita, Adel al-Jubeir, como parte de esforços diplomáticos para tentar acabar com o aumento de confrontos e salvar as conversas de paz lideradas pela ONU e intermediadas pelos EUA e Rússia.

Kerry também se encontrará com o enviado da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, antes de retornar a Washington nesta segunda-feira.

O secretário de Estado destacou que o conflito na Síria está "em muitos aspectos fora de controle" e se comprometeu a trabalhar duramente para poder "restaurar" a cessação de hostilidades no país. "O conflito, em muitos aspectos, está fora de controle, o que é muito preocupante", declarou à imprensa

O governo sírio informou na sexta-feira que está introduzindo um temporário "regime de calma", ou intervalo nos confrontos, em uma área próxima de Damasco. Contudo, Kerry deixou claro que o cessar-fogo intermediado por Rússia e EUA também deve incluir Alepo, que presenciou um brutal aumento nos confrontos.

"Estamos chegando perto de um lugar comum, mas ainda temos trabalho a fazer, e é por isso que estamos aqui", disse Kerry no início do encontro com Jubeir.

O ministro saudita condenou o aumento nos confrontos e os qualificou de uma "violação de todas as leis humanitárias", culpando forças do governo por ataques aéreos em Alepo e pedindo a renúncia do presidente sírio, Bashar Assad.

"Ele pode sair por um processo político, que espero que ele faça, ou será removido a força", disse Jubeir. /Reuters e EFE

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