Joshua Roberts/Reuters
Joshua Roberts/Reuters

Kerry e Hagel defendem ação militar na Síria durante audiência no Senado

Secretários de Estado e de Defesa falam em 'compromisso dos EUA' para evitar novo ataque químico

O Estado de S. Paulo,

03 Setembro 2013 | 16h42

WASHINGTON - Os secretários de Estado, John Kerry, e de Defesa, Chuck Hagel, defenderam fortemente o pedido do presidente Barack Obama por uma autorização do Congresso para uma intervenção militar na Síria, em resposta ao ataque com armas químicas realizado no dia 21 de agosto em Ghouta, Damasco.

Em depoimento ao Comitê de Relações Exteriores do Senado, Kerry e Hagel afirmaram que o presidente da Síria, Bashar Assad, ignorou "diversos alertas" e decidiu "realizar um ataque químico ultrajante". Kerry disse haver evidências "que não deixam dúvidas" sobre a responsabilidade de Assad no ataque.

Segundo Kerry, se os EUA não responderem, Assad e seus aliados terão mais coragem de utilizar armas químicas ou até mesmo nucleares no futuro, "com impunidade". "Não estamos pedindo à América para ir à guerra...se não agirmos, isso vai criar uma prerrogativa de que o uso de armas de destruição em massa fica impune", acrescentou.

Hagel afirmou que o uso de armas químicas "não foi só um ataque à humanidade, mas também uma séria ameaça à segurança nacional dos EUA e aos interesses dos aliados mais próximos", como Israel, Jordânia, Turquia, Líbano e Iraque. "Temos que nos preocupar com a possibilidade de grupos terroristas, como o Hezbollah, que tem forças na Síria apoiando o regime de Assad, adquirirem essas armas químicas."

O secretário de Defesa também afirmou que a falta de medidas para retaliar a Síria prejudicaria a credibilidade dos EUA. "A recusa em agir minaria a credibilidade de outros compromissos de segurança dos EUA, incluindo o compromisso do presidente de impedir o Irã de adquirir uma arma nuclear."/ Agência Estado e REUTERS

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