KEVIN LAMARQUE/AFP
KEVIN LAMARQUE/AFP

Kerry e Lavrov participarão de reunião internacional sobre Síria na Suíça

Ministro das Relações Exteriores russo qualificou a morte de civis em Alepo de ‘autêntica tragédia’; objetivo do encontro é tentar encontrar uma solução para a crise no território sírio

O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2016 | 16h23

MOSCOU - O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, participarão no sábado em Lausanne, na Suíça, de uma reunião internacional sobre a Síria, informou nesta quarta-feira, 12, a Chancelaria russa.

"Em 15 de outubro vai acontecer em Lausanne uma reunião dos chefes das diplomacias da Rússia e dos EUA, e de uma série de países-chave da região, para estudar novos passos para tentar chegar a uma solução para a crise na Síria", diz uma nota oficial do ministério russo.

Precisamente, Lavrov defendeu em uma entrevista à emissora CNN que seja convocada com urgência uma reunião sobre a Síria em um formato muito menor que a última Assembleia-Geral da ONU.

Lavrov qualificou de uma "autêntica tragédia" a morte de civis em Alepo, a segunda cidade mais importante da Síria, mas acrescentou que a postura dos EUA em relação à Frente Al-Nusra (antigo braço da Al-Qaeda na Síria) desperta muitas suspeitas.

A reunião vai acontecer em meio à troca de acusações entre a Rússia e os países do Ocidente, depois que Moscou vetou no sábado, no Conselho de Segurança da ONU, o projeto de resolução patrocinado por França e Espanha, que propunha um cessar-fogo e a suspensão dos bombardeios aéreos em Alepo.

O presidente russo, Vladimir Putin, acusou a França de provocar intencionalmente o veto russo para "agravar a situação" e "atiçar a histeria anti-Rússia".

Kerry, por sua vez, sugeriu na semana passada que Moscou e Damasco tinham cometido crimes de guerra em Alepo, e pediu a abertura de uma investigação a respeito, o que foi respaldado pela ONU e outras chancelarias ocidentais.

Putin garantiu que está disposto a abrir um corredor seguro para que os jihadistas abandonem Alepo, como propunha o emissário da ONU, Staffan de Mistura, e para permitir a chegada de ajuda humanitária à região. / EFE

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