Kerry pede que África garanta democracia e segurança

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou neste sábado que os Estados Unidos estão dispostos a estreitar os laços com a África, mas alertou que as nações do continente precisam adotar medidas mais eficientes para garantir a segurança e a democracia na região. Destacando as crises na Nigéria, no Sudão do Sul, na Somália e na República Centro-Africana, ele pediu que os africanos exijam estabilidade e desenvolvimento financeiro.

AE-AP, Agência Estado

03 Maio 2014 | 16h36

Kerry citou, ainda, a expansão dos investimentos norte-americanos na África. De acordo com ele, empresas como a IBM, Microsoft e Google já gastaram mais de US$ 100 milhões em projetos em todo o continente. "Então é claramente um momento de oportunidade para todos os africanos", afirmou o secretário a cerca de 100 etíopes em um auditório. "Também é um momento de decisão."

O presidente Barack Obama busca expandir os investimentos privados na África. No ano passado, o governo norte-americano desembolsou cerca de US$ 1 bilhão para apoiar os negócios no continente, incluindo cerca de US$ 650 milhões na África Subsaariana.

Elizabeth Littlefield, presidente e CEO da U.S. Overseas Private Investment Corp., descreveu a África como o próximo fronte mundial para desenvolvimento econômico, em grande parte por causa do forte aumento da classe média no continente. Ela afirmou que o número de famílias africanas com renda vai dobrar na próxima década.

Segundo Kerry, a África tem recursos naturais, capacidade e conhecimento para desenvolver sua economia e os Estados Unidos são um "parceiro natural" do continente. Ele prevê que 37 das 54 nações africanas terão eleições nacionais com milhares de eleitores se dirigindo às urnas nos próximos três anos. Fonte: Associated Press.

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