Kerry pede que Egito adote políticas mais moderadas

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, pediu neste domingo que o presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sisi, adote políticas mais moderadas. Na primeira visita de um funcionário de alto escalão do governo norte-americano ao país desde a posse de el-Sisi, Kerry disse que este é um momento de grandes apostas e oportunidades para o Egito.

AE, Agência Estado

22 de junho de 2014 | 16h21

Problemas econômicos e de segurança estão comprometendo a estabilidade do Egito, e a visita de Kerry é uma tentativa do governo de Barack Obama de retomar relações com um antigo aliado no Oriente Médio.

Kerry disse que os egípcios querem melhores oportunidades econômicas e mais liberdade. "Conversamos sobre isso hoje e acho que temos visões parecidas sobre mudanças que ainda precisam ser feitas, promessas que ainda têm de ser cumpridas, e acredito que estamos seriamente empenhados em ajudar a atingir esses objetivos", disse o secretário após encontro com el-Sisi.

Ao longo do último ano, os EUA observaram de longe a repressão do governo egípcio contra a Irmandade Muçulmana, grupo de oposição que foi derrubado do poder em julho do ano passado. Políticas de linha dura, como julgamentos sumários e a prisão de jornalistas, levaram Washington a suspender parte da ajuda econômica e militar de US$ 1,5 bilhão que envia ao Cairo todo ano.

Essa relutância dos EUA vem aumentando a frustração entre os egípcios, que acusam o governo Obama de favorecer a Irmandade Muçulmana e privar o país de ajuda num momento em que a economia e a segurança estão em risco.

Autoridades dos EUA dizem ter identificado alguns sinais de que el-Sisi está disposto a proteger os direitos dos egípcios, como penas mais duras em casos de violência sexual contra mulheres e a libertação de um jornalista da rede de TV Al-Jazira.

Kerry disse que discutiu esses assuntos com el-Sisi, acrescentando que o presidente prometeu reavaliar questões e legislação de direitos humanos. O secretário disse também que a administração Obama está trabalhando com o Congresso dos EUA para resolver diferenças sobre o restante da ajuda para o Egito. Fonte: Associated Press.

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