Saad Shalash/AP
Saad Shalash/AP

Kerry se reúne com chanceler do Irã

Encontro eleva diálogo sobre programa nuclear de Teerã ao primeiro escalão dos dois governos

O Estado de S. Paulo,

26 Setembro 2013 | 15h30

NOVA YORK - O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, terá um encontro nesta quinta-feira, 26, à margem da Assembleia-Geral da ONU, com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohamed Javad Zarif, elevando o diálogo sobre o programa nuclear de Teerã ao primeiro escalão dos dois governos.

Kerry indicou que os EUA manterão a pressão sobre os iranianos até que eles se comprometam a abrir seu programa atômico, mas afirmou a jornalistas que esperava ter "uma boa reunião" com seu colega de Teerã. Também participarão do encontro, marcado para as 17 horas de Brasília, representantes das demais potências com assento permanente no Conselho de Segurança - China, Rússia, França e Grã-Bretanha - e a Alemanha, grupo de países que forma o chamado P5+1.

Após a Revolução Islâmica, em 1979, EUA e Irã romperam relações e, desde então, praticamente não houve encontros oficiais entre autoridades de primeiro escalão dos dois lados. Com a eleição do pragmático Hassan Rohani, em julho, os iranianos começaram a enviar sinais de que desejam firmar um acordo nuclear com o governo de Barack Obama. Em entrevista ao jornal The Washington Post, o próprio Rohani disse esperar um compromisso formal entre três e seis meses.

Rohani encontrou-se hoje pela manhã com o chanceler da França, Laurent Fabius.

Em condição de anonimato, uma fonte diplomática disse à agência Reuters que "tanto os EUA quanto a China acreditam que o Irã deve cooperar com o P5+1 e responder positivamente às propostas que estão sobre a mesa de diálogo". As grandes potências querem que Teerã pare de enriquecer urânio a 20% e congele as operações de reatores com esse tipo de capacidade - superior à necessária para produzir energia. O Irã também teria de se comprometer a enviar ao exterior os estoques de combustível com esse grau de processamento e garantir maior acesso de inspetores a instalações de seu programa./ REUTERS

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