Khadafi pede que não o forcem a voltar ao terrorismo

O líder líbio Mumara Khadafi, em sua primeura viagem à Europa em 15 anos, disse que seu país está aberto para relações econômicas com outras nações, mas alertou o Ocidente para não forçá-lo a recorrer novamente à violência. Khadafi, que já foi considerado um dos homens mais perigosos do mundo e um patrocinador do terror, visitou a Comissão Européia, o órgão executivo da União Européia, acompanhado por seu chanceler e ministro do Comércio Exterior.?Espero que nào sejamos levados ou forçados, por nenhum mal, a recuar, ou a olhar para trás?, disse Khadafi numa entrevista coletiva. ?Esperamos que não sejamos obrigados ou forçados, um dia, a voltar àqueles dias em que púnhamos bombas em nossos carros ou cinturões explosivos ao redor de nossas camas e de nossas mulheres, para que não fôssemos revistados ou molestados em nossos quartos, nossos lares?, disse.Khadafi não explicou o sentido exato de suas palavras, mas se referiu à violência no Iraque e nos territórios palestinos. Lá, disse ele, ?as vítimas são mulheres e crianças e o campo de batalha se tornou a cozinha e o quarto e a sala. Não queremos ser forçados a fazer isso?. O líder líbio declarou-se pronto para trabalhar em paz com o Ocidente, depois de anos defendendo a revolta armada.?A Líbia está determinada e comprometida a desempenhar um papel proeminente na conquista da paz mundial?, disse Khadafi, afirmando que o país ?cumpriu seu dever? no passado, apoiando grupos violentos e sendo ?acusado injustamente? de terrorismo, mas que agora enfrenta ?desafios diferentes?.

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