Khadafi vai à TV para dizer que está em Trípoli e não na Venezuela

Líder líbio desmentiu rumores de que teria fugido do país, diante da onda de protestos que já teria deixado mais de 200 mortos.

BBC Brasil, BBC

21 de fevereiro de 2011 | 22h27

Manifestações na capital Trípoli já duram dois dias

O líder da Líbia, Muamar Khadafi, fez uma breve aparição na noite desta segunda-feira para desmentir notícias de que ele teria deixado o país.

"Ainda estou em Trípoli e não na Venezuela", disse Khadafi, que aparece no vídeo sentando em um carro, diante de um prédio parcialmente destruído.

"Estou satisfeito porque eu estava falando com os jovens da Praça Verde nesta noite, mas começou a chover."

O líder líbio qualificou as informações de que teria fugido para Caracas como "rumores maliciosos" divulgados por "canais maliciosos".

"Não acreditem nessas TVs. Eles são todos cachorros. Até logo", afirmou Khadafi, que falou durante menos de um minuto. Foi sua primeira aparição na TV desde que as manifestações explodiram no país, há três dias.

Mais cedo, o chanceler britânico, William Hague, havia citado informações sobre uma possível ida de Khadafi à Venezuela, o que foi negado pelo governo venezuelano.

Ninguém em casa

Em comunicado, o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, também negou a informação e disse ter conversado com o chanceler líbio, Moussa Koussa, quem informou que Khadafi permanecia em Trípoli.

Mas a correspondente da BBC em Argel Chloe Arnold citou também relatos de um repórter confiável que foi à casa de Khadafi em Trípoli nesta segunda-feira.

Ele disse que havia poucos seguranças nos portões e que, aparentemente, não havia ninguém na casa.

Repórteres da BBC apuraram que Khadafi estava em território líbio quando conversou com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na tarde desta segunda-feira.

Na conversa, Ban disse ter pedido o fim imediato da violência contra os manifestantes e proteção para a população civil.

Segundo organizações de direitos humanos e fontes médicas, mais de 200 pessoas já foram mortas durante os protestos.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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