Khamenei elogia manifestação no Irã e adverte Ocidente

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, elogiou o grande comparecimento em uma manifestação apoiada pelo governo para marcar o aniversário da Revolução Islâmica de 1979. Khamenei advertiu, porém, o Ocidente para que não coloque obstáculos no caminho do país, informou hoje a estatal Press TV.

AE/AP, Agencia Estado

12 de fevereiro de 2010 | 12h41

O aiatolá agradeceu os "dezenas de milhões" de pessoas pelo país que celebraram ontem a data. Segundo ele, o comparecimento refletiu a força da nação.

Durante a celebração, as forças de segurança reprimiram manifestações contrárias ao governo na capital, Teerã. A polícia entrou em confronto com ativistas da oposição, lançando gás lacrimogêneo para dispersá-los e tiros de paintball para marcá-los, facilitando suas prisões. Grupos conservadores também atacaram importantes figuras da oposição.

A grande manifestação do governo no centro de Teerã foi bem maior que os protestos dos oposicionistas. Ainda assim, os protestos mostraram que as autoridades precisam de um forte aparato repressivo para controlar a situação.

Khamenei qualificou a manifestação como um alerta aos "inimigos domésticos e grupos enganados que alegam representar o povo". Também atacou o Ocidente, afirmando que os "inimigos estrangeiros devem abandonar os fúteis esforços para subjugar" o país.

Os linhas-duras e as forças de segurança impediram que o líder oposicionista Mir Hossein Mousavi e sua mulher, Zahra Rahnavard, participassem de uma manifestação oposicionista. Além disso, os conservadores atacaram o carro em que estava outro líder opositor, Mahdi Karroubi. As janelas do veículo foram quebradas.

O Irã sofre pressão internacional para interromper seu programa nuclear. Teerã garante ter apenas fins pacíficos, como a produção de energia, mas algumas potências desconfiam da existência de um programa secreto para a produção de armas nucleares.

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