Khamenei pede união entre os iranianos contra o Ocidente

Líder supremo diz que o potências realizam 'campanha anti-República Islâmica'

Efe

16 de setembro de 2010 | 13h22

TEERÃ - O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, pediu nesta quinta-feira, 16, a união de seu país contra a "campanha anti-República Islâmica" iniciada pelo Ocidente, que é chamado por ele de "arrogância mundial".

 

Segundo Khamenei, as potências ocidentais tentam denegrir o Irã "por meio da aprovação de resoluções na ONU, da imposição de novas sanções e do esforço para manter vivos os opositores internos do país". "Apesar de todos esses atos terem causado o fortalecimento da frente islâmica, não devemos deixar o estado de alerta", continuou.

 

"A obrigação dos intelectuais mais influentes, tanto nas escolas teológicas quanto nas universidades, assim como entre as pessoas influentes do país, é manter a unidade nacional e a integração islâmica por meio da elevação da moral pública", disse o aiatolá.

 

Ele ainda disse que essas pessoas também têm "a necessidade de evitar a promoção de um ambiente de pessimismo" e de "ficar atentas" ao que considerou como "conspirações inimigas".

 

A República Islâmica enfrenta tensões com o Ocidente principalmente por conta de seu programa nuclear, já que se recusa a suspender o enriquecimento de urânio, conforme as potências pedem.

 

As potências ocidentais acusam o Irã de esconder, sob seu programa nuclear civil, outro de natureza clandestina e aplicações bélicas, cujo objetivo seria a aquisição de armas atômicas. Teerã nega tais alegações.

 

As tensões sobre o programa nuclear iraniano se acirraram no final do ano passado após o Irã rejeitar uma proposta de troca de urânio feita por EUA, Rússia e Reino Unido. Meses depois, o país começou a enriquecer urânio a 20%.

 

Um acordo mediado por Brasil e Turquia para troca de urânio chegou a ser assinado com o Irã em maio. O acordo, porém, foi rejeitado pelo Grupo de Viena - composto por Rússia, França, EUA e AEIA - e o Conselho de Segurança da ONU optou por impor uma quarta rodada de sanções ao país.

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