Khmer Vermelho: Governo garante que julgará líderes

O Governo do Camboja se comprometeu neste domingo, aniversário da derrota do regime do Khmer Vermelho, a denunciar judicialmente os líderes do grupo radical, diante das críticas sobre a lentidão no processo, anunciaram fontes oficiais.Segundo o presidente do governamental Partido Popular do Camboja (PPC), Chea Siim, em discurso a aproximadamente dez mil pessoas que celebravam a queda, em 1979, do Khmer Vermelho, o processo para levar justiça às vítimas do grupo maoísta será o mais rápido possível.Chea Siim acrescentou em seu discurso, divulgado pela televisão nacional, que os críticos ao Governo, que o acusam de atrasar os julgamentos, só pretendem minar a confiança nas autoridades para a consecução de seus próprios fins."Desejamos que estas entidades, que constantemente olham para o processo de maneira negativa, tomem uma postura mais equilibrada em suas opiniões e atividades e deixem de chantagear o sistema judiciário cambojano, a soberania e a honra nacional, além de distorcer a história para suas próprias agendas políticas", disse.O processo judicial, organizado conjuntamente pelas Nações Unidas e o Governo cambojano e que conta com um orçamento de US$ 56,3 milhões, começou a fase de acusações em julho do ano passado, mas se viu freado diante das disputas sobre as normas internas que devem ser seguidas.Entre as organizações críticas se encontra a Human Rights Watch, com sede em Nova York, que acusa as autoridades de não ter vontade para acelerar os julgamentos.Quase dois milhões de pessoas morreram durante o regime do Khmer Vermelho (1975-1979) em execuções, crises de fome, torturas e trabalhos forçados.

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